25 abril 2013

QI, QE e QS: inteligência ao cubo

Tão inteligente para umas coisas e, tão pouco para outras!

Esta frase já se aplicou a cada um de nós em algum momento da vida e é completamente verdadeira!

Para além do conhecido QI, também temos um QE e um QS que nos condicionam.

Surpreendido? Sabe do que falo?

Falo de inteligências e do potencial que têm para transformar a sua vida!

QI, QE e QS são três quocientes de inteligência. Existem mais alguns mas, hoje vamos focar-nos nestes três. 

Avaliam, respectivamente, a capacidade de aprendizagem, de relação com os outros e o posicionamento perante a vida.

Existem pessoas que têm o seu QI mais desenvolvido, comparativamente ao QE e/ou QS. Noutros casos, o inverso é verdadeiro.

Algumas - poucas - têm os três tipos de inteligência bem desenvolvidos e, melhor do que isso, sabem utilizá-los com mestria.

Não sei se é o seu caso. De qualquer forma, tenho uma boa notícia para si: o primeiro pequeno passo para

atingir um desempenho óptimo na vida é saber que estes três tipos de inteligência existem... e você está prestes a conhecê-los!

Durante décadas, o QI (Quociente  Intelectual) foi utilizado como a medida exacta da capacidade cognitiva de cada sujeito. Os testes psicométricos tornaram-se populares e foram aplicados em múltiplas áreas das ciências humanas. Ainda hoje são utilizados como instrumentos de estudo e diagnóstico.

No final do século passado foram reveladas descobertas que indicam a existência e um outro tipo de inteligência: a Inteligência Emocional (QE). Ou seja, a capacidade de reconhecer emoções, de usá-las para promover o raciocínio e a actividade cognitiva, de compreender o seu significado e, de fazer uma boa gestão das mesmas para interagir de forma adequada.

Mais recentemente, foi aceite a existência de um terceiro tipo de inteligência: a inteligência espiritual (QS). Não tem qualquer relação com a religiosidade. Está relacionada com o desenvolvimento, transformação e crescimento pessoal. Prende-se com o ser capaz de olhar para os recursos disponíveis e fazer o melhor uso deles, em razão das necessidades. Pode ser avaliada pela  observação de como é que o sujeito compreende o significado da vida, qual o propósito que atribui à sua história pessoal e quais os valores que regulam o seu comportamento.


Resumindo: o QI está relacionado com a resolução de problemas lógicos, O QE com a avaliação de situações e a adequação do comportamento e, O QS é responsável pela interpelação sobre os porquês da vida e a motivação para lhes dar um significado.

Cientistas da Universidade da Califórnia identificaram no cérebro (entre as ligações neurais do lobo frontal) aquilo a que chamaram "God-spot" (traduzido à letra: lugar de Deus). Sem qualquer intenção de usar esta descoberta para provar a existência de Deus, estes cientistas encontraram evidencia de que o cérebro também está programado para pensar questões existenciais. Perguntas como "quem sou?", "de onde vim?" e "para onde vou?" são agora vistas, não como filosofia estéril e demagógica mas, como uma necessidade humana.

A inteligência espiritual deve ser abordada tendo em conta a personalidade, carácter e circunstâncias de cada pessoa. Todavia, podem ser apontados alguns princípios gerais de transformação pessoal, decorrentes do exercício desta inteligência:

  • Auto-Consciência, estar ciente daquilo em que se acredita, valores e motivações
  • Visão e valores, viver de acordo com os princípios e crenças pessoais
  • Utilização positiva da adversidade, aprender e crescer com o erros, com a desilusão e com a dor
  • Percepção holística, estabelecer relações e padrões para cada questão e, cultivar o sentimento de pertença
  • Empatia, ter a capacidade de se colocar no lugar do outro
  • Diversidade, relacionar-se com os outros nas suas diferenças, em vez de, apesar delas
  • Independência, defender convicções próprias, pensar "fora da caixa", ainda que tenha de nadar contra a corrente
  • Questionamento, querer saber os "porquês" fundamentais, conhecer e compreender o que o rodeia
  • Reformulação, observar os problemas com distanciamento e numa perspectiva alargada
  • Espontaneidade, viver "aqui e agora" e ser responsável pelo momento
  • Vocação, sentir-se chamado a cumprir uma missão
  • Humildade, posicionar-se  como um actor entre muitos, com o seu próprio papel no mundo
O desenvolvimento do QE é um requisito básico para um bom QI. Se as áreas cerebrais responsáveis pelas emoções e sentimentos forem danificadas, a capacidade para raciocinar eficazmente é afectada.

Isoladamente, o QI e o QE são incapazes de responder a questões existenciais determinantes, tais como "o meu emprego faz-me sentir realizado?", "sou uma influência positiva na vida  dos outros?" ou "o que é que os outros significam para mim?".

Agora que sabe tudo isto, não perca tempo! Alargue a sua ideia de inteligência! Inclua nela uma visão mais abrangente de si próprio! Tenha um óptimo desempenho na vida!

1 comentário:

  1. Gostei muito do post!

    Gostava também de saber um pouco sobre a "inteligência criativa" (se assim lhe podemos chamar) e como se encaixa nas outras. Podes dedicar um post a esse tema, Patrícia? ;)

    De onde vêm as ideias? Como aparecem dentro da cabeça? Porque criamos?

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